sábado, maio 13, 2006

PRECE

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje,no silencio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem- ou desgraça ou ânsia-,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distancia-
Do mar ou outra, mas que seja nossa!

Fernando Pessoa
Mensagem

5 Comments:

Blogger Caturo said...

Nação é definida por nascimento - é da Nação quem nasce no seio dessa Nação. E o seio dessa Nação é definido pelo sangue, não pela terra - do mesmo modo que um cão nascido num estábulo não é um cavalo e um filho de portugueses nascido no Japão não passa por isso a ser japonês.

Por conseguinte, uma Nação não se faz - uma Nação é.

Uma Nação é nada mais do que uma parte duma etnia.

Dizer que uma Nação inclui toda a gente que dela queira fazer parte, constitui, não apenas uma confusão primária e ignara entre Nação e Pátria, mas sobretudo uma aberração, uma falsificação do que é realmente a Nação.

E vir depois falar no Marcelino da Mata à laia de quem quer fazer chantagem moral, é igualmente inválido - se for preciso, manda-se mesmo o Marcelino da Mata embora e acabou-se. Marcelino da Mata e outros soldados africanos, lutaram por algo que nunca devia sequer ter existido: o Império Português. Independentemente da bravura por eles demonstrada, e do facto de o Estado Português lhes dever reconhecimento, nada disso faz com que o seu exemplo chegue para desvirtuar a Nação, era o que faltava. Toda a vida houve mercenários a lutar pelos impérios; e a decisão de lhes conceder cidadania parte apenas dos líderes; só que os líderes são meros administradores da estirpe, não tendo por isso quaisquer direitos sobre a própria Nação em si ou a sua definição.

Por conseguinte, a Nação não é uma ideia. O Nacionalismo é uma ideia, a Nação não.
Fazer com que a pertença à Nação dependa apenas do desejo de cada um, é empobrecer a Nação ao nível dum clube de futebol.
Fazer com que a pertença à Nação dpenda da aceitação dum dado conjunto de valores, é uma atitude totalitária que visa submeter o indivíduo a uma determinada ideologia só porque esse indivíduo nasceu no seio dessa Nação. É pensamento similar ao do Sousa que, por fanatismo clubístico, inscreve os seus filhos recém-nascidos no seu clube de futebol, como se ser Sousa fosse igual a ser adepto dessa equipa.

Na verdade, um português é tão somente o seguinte: um indivíduo filho de portugueses. Só isso.

Considerar que a Nação Portuguesa será a comunidade das comunidades dos povos que falam Português, constitui a bastardia completa - a globalização à maneira tuga.

Confundir uma consciência étnico/racial que produz uma natural vontade de salvaguardar a Nação duma possível iminvasão diluidora,
confundir isto com «medo», é pura demagogia da parte de quem julga poder usar a Nação como ferramenta para levar a cabo os seus intentos universalistas, ou seja, profunda, visceral e irremediavelmente anti-nacionalistas.

O Nacionalismo Português deve ser defendido de tais confusionismos falsificadores. O Nacionalismo Português é parceiro e irmão dos outros Nacionalismos Europeus, uma vez que Portugal é uma Nação europeia como qualquer outra.

Isto sim, é verdadeiro Nacionalismo Português.

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Anonymous Anónimo said...

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ância distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!

11:42 da manhã  

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